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A Hermenêutica Filosófica Como Filosofia. Uma Crítica Interna ao Pensamento de Gadamer

Autor(es): Mauricio Martins Reis

Coleção:
ISBN: 978-85-419-0225-0. Ano: 2017. Nº de páginas: 232.

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A hermenêutica filosófica, ao acenar para a universalidade do acontecer interpretativo, implicada na inerente relação do conhecimento – mensurado interpretativamente como linguagem nas relações sociais do mundo da vida – com a situação histórica definida pela perspectiva do compreender em cada caso, se contrai na frase metafórica de Gadamer no sentido de que ninguém pode saltar sobre sua própria sombra. Num primeiro momento a assertiva apenas corroboraria a frase de Nietzsche em torno de um perspectivismo, confinado em interpretações, que se despediu da nostalgia de um absoluto tributário dos fatos, metafisicamente dependentes, na história da Filosofia, da alegoria da correspondência epistemológica inconteste, demarcadora da certeza factual (ou da verdade como evidência) a que deveria aspirar toda e qualquer interpretação tida como causalmente legítima. Não nos parece, entretanto, que a hermenêutica filosófica trilhe os passos desse perspectivismo desassombrado incompatível com os desígnios do conhecimento filosófico que se possa justificar, debater e interpretar, cujo progresso se evidencia, na atualidade, em harmonia com o estatuto da verdade ambientado na construção humana universalizável. Em outras palavras, não é pelo fato de contemporaneamente a Filosofia se assumir como ficção convencional e argumentável do discurso sobre o mundo (em seu contínuo incontornável das interpretações), isentando-se de um programa dogmático metafísico que faz coincidir fato e interpretação (Filosofia como não ficção e espelho da natureza), que a invencível mobilização interpretativa oriunda do campo hermenêutico da compreensão histórica se divorciará do desforço da verdade como justificação filosófica transparente passível de intercâmbio argumentativo.