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Relações e Tensões Entre América Latina e Estados Unidos no Âmbito da Evolução da Geopolítica Ambiental Global

Autor(es): Fernando Estenssoro

Áreas de Conhecimento (CNPQ):
ISBN: 9786586074499. Ano: 2020. Nº de páginas: 178.

R$ 70,00


A geopolítica ambiental sugere que uma das características determinantes da geopolítica do século 21 serão os problemas decorrentes da crise ambiental global. A este respeito, assinalou-se que as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade, a escassez de recursos naturais, a crescente carência de água doce, entre outras questões, associadas aos problemas sociais que delas decorrem, como os refugiados do clima, os conflitos de guerra por recursos escassos e outros semelhantes, estão a elevar o conflito geopolítico a um nível qualitativamente diferente e com possibilidade de ser muito mais grave neste século 21 se o compararmos com o que foi durante o século 20 passado, incluindo todos os seus horrores. Entre outras razões, porque o tema do possível colapso ecológico e ambiental de que se fala ocorre inteiramente em escala global ou planetária. Essa situação está levando os mais destacados estrategistas e geopolíticos do Norte global a postular a necessidade de repensar e redefinir praticamente todas as categorias tradicionais que regulamentaram e deram vida ao moderno sistema internacional, a partir do princípio da soberania do Estado-nação. Nesse sentido, os problemas ambientais há muito deixaram de ser um problema apenas para "ambientalistas" ou "ecologistas". Ao contrário, desde o início isso coube às elites e tomadores de decisão dos centros mundiais de poder, só que agora, diante do agravamento acelerado do problema, eles deixaram suas sessões "secretas" e estão debatendo abertamente o problema. Com isso queremos repetir a conhecida frase que indica que, se todos os seres humanos quisessem ter o padrão de vida médio de um cidadão norte-americano, australiano ou britânico, com seu consequente gasto de energia e pegada ecológica que significa, seriam necessários seis planetas Terra, mas infelizmente só temos um, é uma reflexão que nasceu nos mais importantes centros de pensamento estratégico do Norte global em tempos de guerra fria. Respondendo à pergunta, portanto, o que fazer? É o que o Norte global está tentando resolver diante das implicações da crise ambiental. E suas fórmulas apontam que eles - os centros do poder mundial - como sempre, devem conduzir o processo e manter o controle sobre as soluções possíveis, pois em primeiro lugar e, acima de qualquer outro tipo de consideração, devem garantir seus próprios interesses e necessidades. Assim sendo, "se o planeta não é suficiente para todos", deliberar sobre quem decide sobre as possíveis soluções não é uma questão menor. Daí a importância de que as sociedades do Sul global, especialmente as latino-americanas, entendam a real dimensão da discussão ambiental e saibam quais são as fórmulas para a "solução" que estão sendo pensadas e articuladas pelo Norte global, bem como quais serão o lugar e a função que atribui aos latino-americanos em suas soluções, ou seja, o lugar que destinam à periferia do mundo, que entre outras características é muito rica em recursos naturais, biodiversidade e água doce, entre outros aspectos. Isso é particularmente importante porque, na medida em que as soluções acordadas internacionalmente não funcionam a tempo ou simplesmente falham, a História nos alerta que então as soluções de poder diretas e brutais entram em jogo. Neste livro, vários especialistas latino-americanos se fazem essas questões e refletem sobre o assunto.

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